A insegurança alimentar (IA), permanece como um grave problema social e de saúde no Brasil e no mundo. Ao significar o comprometimento quantitativo/qualitativo no acesso aos alimentos, a fome e todos os gradientes da IA afetam a saúde, implicando na piora da saúde e da alimentação infantil. Neste contexto, evidências apontam que mudanças e extremos climáticos podem ser condutores para (i) aumento e permanência do convívio com a fome, (ii) comprometimento da saúde da criança e (iii) aumento das iniquidades sociais e de saúde, ambos grandes desafios ao governo brasileiro e ao mundo. São perguntas norteadoras deste estudo: Qual o potencial dos indicadores climáticos elucidar cenários de desigualdade no acesso ao alimento no Brasil? Como os indicadores de mudança e extremos climáticos podem medir o impacto do clima na IA e fome no Brasil? Qual o impacto da IA e fome em desfechos de saúde e nutrição da criança? A hipótese deste estudo é que a fome e a IA podem ser decorrentes de condições climáticas extremas, sazonais e relacionadas a mudanças temporais de temperatura e precipitação, sendo um fator de mediação com desfechos de saúde e nutrição da criança, reforçando iniquidades nas condições de saúde no Brasil. A metodologia do projeto propõe a integração de bases de dados nacionais, (SISVAN/SINASC/SIH - DATASUS, POF/PNAD-IBGE, VIGISAN - Rede PENSSAN e PCBr) agregadas em nível municipais, para analisar a associação entre IA (a partir da Escala Brasileira de IA-EBIA) e desfechos de saúde e nutrição de crianças (Baixa estatura e peso: escore-z de altura peso por idade < -2, baixo peso ao nascer: peso ao nascer menor de 2.500 g, e internação por desnutrição, deficiências nutricionais e sequelas), com indicadores de temperatura, precipitação e extremos climáticos, a partir de recortes de desigualdades sociais e geográficas no território brasileiro.
Objetivo Geral: O objetivo primário deste projeto é analisar indicadores climáticos e de desigualdades sócio-demográficas, destacando gênero e raça/cor e suas relações com insegurança alimentar e fome, insegurança hídrica, saúde e nutrição de crianças menores de cinco anos no território nacional, utilizando técnicas de análise de dados e modelagem de classificação. Foram definidos quatro objetivos específicos, a saber:
Sandra Chaves
Intituições parceiras:
- Universidade Federal de Campina Grande
- Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
- MG Gill Univerity- Candaá
- Yale School of Public Health- EUA
Habilitação discente: Estudantes de Nutrição

